sexta-feira, 7 de maio de 2010

Voce sabe o que é sindrome de Asperger?

Síndrome de Asperger ou o transtorno de Asperger ou ainda Desordem de Asperger é uma síndrome que está relacionado com o autismo, diferenciando- se deste por não comportar nenhum “atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou de linguagem”. O termo “síndrome de Asperger” foi utilizado pela primeira vez por Lorna Wing em 1981 num jornal médico, que pretendia desta forma honrar Hans Asperger, um psiquiatra e pediatra austríaco cujo trabalho não foi reconhecido internacionalmente até a década de 1990, mais precisamente em 1994 no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, na sua quarta edição.
Suspeita-se que Albert Einstein, o físico Isaac Newton, o compositor Mozart e o pintor renascentista Miguel Ângelo também fossem portadores da síndrome, além do cineasta Stanley Kubrick e do filósofo Wittgenstein, bem como Andy Warhol. Outra Asperger de sucesso chama-se Temple Grandin, nos Estados Unidos, uma engenheira e zoóloga, professora universitária. Outro Asperger de sucesso é Syd Barret, vocalista, guitarrista e compositor do Pink Floyd, que devido ao Síndrome de Asperger, viria a só participar no primeiro álbum (maioritariamente) e, minoritariamente, no segundo álbum da banda. Também o vocalista da banda australiana The Vines, Craig Nicholls, foi diagnosticado com a síndrome. Nicholls catalisa toda a sua inteligência na música, criando climas energéticos e totalmente psicadélicos, estando, no entanto, afastado de quase todo o relacionamento social.

Características

  • Interesses específicos ou preocupações com um tema em detrimento de outras atividades;
  • Rituais ou comportamentos repetitivos;
  • Peculiaridades na fala e na linguagem;
  • Padrões de pensamento lógico/técnico extensivo (às vezes comparado com os traços de personalidade do personagem Spock de Jornada nas Estrelas);
  • Comportamento socialmente e emocionalmente impróprio e problemas de interação inter pessoal;
  • Problemas com comunicação não-verbal;
  • Transtornos motores, movimentos desajeitados e descoordenados.

Sinais de Alerta

1. Dificuldade em ler as mensagens sociais e emocionais dos olhares – portadores de SA geralmente não olham nos olhos, e quando olham, não os conseguem “ler”.
2. Interpretar literalmente – indivíduos com SA têm dificuldade em interpretar coloquialismos, ironia, gírias, sarcasmo e metáforas.
3. Ser considerado rude e ofensivo – propensos a um comportamento egocêntrico, os Aspergers não captam indiretas e sinais de alertas de que seu comportamento é inadequado à situação social.
4. Honestidade - portadores de Asperger são geralmente considerados “honestos demais” e têm dificuldade em enganar ou mentir, mesmo às custas de magoar alguém.
5. Percepção de erros sociais – à medida que os Aspergers amadurecem e se tornam cientes de sua “cegueira emocional”, começam a temer cometer novos erros no comportamento social, e a autocrítica em relação a isso pode crescer a ponto de se tornar numa fobia.
6. Paranóia – por causa da “cegueira emocional”, pessoas com SA têm problemas para distinguir a diferença entre as atitudes deliberadas ou casuais dos outros, o que por sua vez pode gerar uma paranóia.
7. Lidar com conflitos – ser incapaz de entender outros pontos de vista pode levar a inflexibilidade e a uma incapacidade de negociar soluções de conflitos. Uma vez que o conflito se resolva, o remorso pode não ser evidente.
8. Consciência de magoar os outros – uma falta de empatia em geral leva a comportamentos ofensivos ou insensíveis não-intencionais.
9. Consolar os outros – como carecem de intuição sobre os sentimentos alheios, pessoas com SA têm pouca noção sobre como consolar alguém.
10. Reconhecer sinais de enfado – a incapacidade de entender os interesses alheios pode levar Aspergers a serem bastante desatentos e geralmente não percebem quando o seu interlocutor está entediado ou desinteressado.
11. Introspecção e auto-consciência – os indivíduos com SA têm dificuldade de entender os seus próprios sentimentos ou o seu impacto nos sentimentos alheios.
12. Vestuário e higiene pessoal – pessoas com SA tendem a ser menos afetadas pela pressão dos semelhantes do que outras. Como resultado, geralmente fazem tudo da maneira que acham mais confortável, sem se importar com a opinião alheia. Isto é válido principalmente em relação à forma como se vestem e aos cuidados com a própria aparência.
13. Amor e rancor – como os Aspergers reagem mais pragmaticamente do que emocionalmente, as suas expressões de afeto e rancor são em geral curtas e fracas.
14. Compreensão de embaraço e passo em falso – apesar do fato de pessoas com SA terem compreensão intelectual de constrangimento e gafes, são incapazes de aplicar estes conceitos no nível emocional.
15. Lidar com críticas – pessoas com SA sentem-se forçosamente compelidas a corrigir erros, mesmo quando são cometidos por pessoas em posição de autoridade, como um professor ou um chefe. Por isto, podem parecer imprudentemente ofensivos.
15. Velocidade e qualidade do processamento das relações sociais – como respondem às interacções sociais com a razão e não com a intuição, os portadores de SA tendem a processar informações de relacionamento muito mais lentamente do que o normal, levando a pausas ou demoras desproporcionais e incómodas.
16. Exaustão – quando um indivíduo com SA começa a entender o processo de abstração, precisa treinar um esforço deliberado e repetitivo para processar informações de outra maneira. Isto muito frequentemente leva a exaustão mental.

sexta-feira, 19 de março de 2010

TDAH - Transtorno de Défict de Atenção e Hiperatividade

Ao pensar em TDAH, muitas vezes lembramos imediatamente daquela criança agitada, inquieta, desobediente, que não para nem enquanto dorme. Pensamos e julgamos os pais por não impor limites a seus filhos, mas o TDAH é muito mais que agitação, desatenção ou falta de limites. A criança/ adulto com TDAH apresenta um funcionamento cerebral diferente das demais, o lobo pré-frontal (área localizada na frente da cabeça entre a testa e o meio do crânio), tem seu funcionamento comprometido, onde a pessoa encontra dificuldades, na concentração, memória e impulsividade. Segundo Silva, 2009, o comportamento TDAH nasce de um trio de base alterada, que são os principais sintomas do TDAH e, que posteriormente definirão seus subtipos. Os componentes deste trio base são: alteração da atenção, da impulsividade e velocidade da atividade física e mental. Vejamos um pouco de cada sintoma deste trio base.
Alteração da atenção: Este é o sintoma mais importante para o diagnóstico do TDAH, uma pessoa pode não apresentar hiperatividade, mas sempre terá alteração da atenção. No adulto , manter-se concentrado em algo, por menor tempo que seja, é aqlgo muito desafiador. Após a realização de tarefas que exigem concentração, como fazer trabalhos escolares, provas, projetos e atividades profissionais, pessoas com TDAH relatam grande cansaço mental e até físico (Silva, 2009).
Impulsividade: Silva, 2009, diz que o TDAH, tem a mente sensível para receptar estímulos e, quando os capta reage sem pensar/ avaliar as características ou conseqüências de seu ato. Este ato de agir sem pensar, faz com que a pessoa gaste energia em vão. Um exemplo claro desta impulsividade, são as crianças que dizem o que vem a cabeça, brincam de lutas sem pensar nos perigos que isso pode lhe causar. “ Se o comportamento dos TDAS não for compreendido e bem administrado por eles próprios e pelas pessoas com quem convivem, conseqüências no agir poderão se manifestar sob diferentes formas de impulsividade” (Silva, 2009). Essa impulsividade descontrolada dita pela autora, pode gerar agressividade, compulsão por compras, jogos, descontrole alimentar e logorréia (fala incontrolável). É importante que essas pessoas direciones e controlem essa impulsividade à algo produtivo como, esportes, artes, trabalhos voluntários, etc.
Hiperatividade Física e Mental: É fácil identificar a hiperatividade física na criança, pois como falado no início ela é inquieta, corre pra todos os lados, não para pra nada. Mas no adulto, a hiperatividade se apresenta de forma discreta. A hiperatividade aparece no incessante balançar de pernas, roer unhas, buscar algo que mantenha as mãos ocupadas, etc. Já a hiperatividade mental, é mais sutil, porém causa tanto sofrimento quanto a física. Ela pode ser identificada no adulto que responde a pergunta antes que ela seja terminada, interrompe a fala do outro o tempo todo, muda de assunto antes que ele seja terminado. Existe a dificuldade de dormir, porque seu cérebro fica tão agitado que não consegue se desligar. Segundo a autora do livro mentes inquietas, Ana Beatriz Barbosa Silva, a agitação psíquica pode ser parcialmente responsável pela inaptidão social do TDAH. “É como se a vida dessas pessoas tivessem transcorrido, desde a infância, num redemoinho de atividades e pensamentos tão intensos que não tiveram tempo nem capacidade de sintonia de aprender a arte de interpretar os outros”. A hiperatividade pode causar incômodos diários, principalmente quando precisa se adequar a ritmos de trabalho diferentes do seu.